Onde estávamos, mesmo?

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A viagem a Mogi Mirim teve a obrigatória parada na Kostela do Japonês, em Indaiatuba. E eu percebi por que é obrigatória tal parada, após saborear a iguaria, ainda que, certamente, eu tenha aumentado em, pelo menos, 10% o risco de um infarto nas horas seguintes ao almoço (que valeu também pela janta). Após o banquete, o GPS do São-Paulinista quis testar a destreza de nosso motorista em andar em círculos, tarefa cumprida com êxito, tanto é que chegamos com quase meia hora de lambuja ao estádio que mais muda de nome do Brasil. Ele, que tinha o nome de Papa João Paulo II quando ganhamos nosso último Paulistinha, constava, no ingresso, como Romildo Vitor Gomes Ferreira (pai do Rivaldo) e, no Foursquare, como Vail Chaves. Ele já foi também conhecido como Wílson de Barros. Parece que o nome atual é Vail Chaves, a despeito do que constava no ingresso. Será que o Mogi não estaria interessado em vender os naming rights?

Se vendê-los e entrar uma graninha, talvez eles possam colocar iluminação no banheiro. Ao menos, o masculino, antes do jogo, estava sem nenhuma luz, um breu que só não era total, porque a tarde estava ensolarada. Também poderiam investir em uma sala de imprensa que não ficasse num protótipo de cubo jogado em qualquer parte do terreno atrás dos vestiários, embora tal sala parecesse, da arquibancada, melhor do que o vestiário dos visitantes: ao longo do intervalo, era possível ver que os goleiros Dênis e Léo estavam quase fora do mesmo.

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Até a Lua quis assistir aos reservas do São Paulo.

Quem foi ao Wílson de Barros/Papa João Paulo II/Romildo Vitor Gomes Ferreira/Vail Chaves não deve ter gostado muito do que assistiu. O time da casa deu apenas três chutes a gol, marcando no segundo deles. Para um dos integrantes de nossa caravana, marcou nos dois primeiros, então um de nós voltou a São Paulo com um revés de 2 a 0, enquanto os demais só lamentaram a derrota mínima, já que os reservas do São Paulo nem chute a gol deram. Seria, pois, difícil exigir que marcassem um gol.

É de se estranhar que os reservas não tenham jogado com raça, já que, ao menos em teoria, estavam diante de uma oportunidade que se deverá tornar rara nos próximos meses, de demonstrar seu futebol. Logo o time reserva, que vinha jogando tão bem em quase todos os jogos fora de casa do Tricolor no estadual — lembrando que, na próxima terça-feira 30, completaremos seis meses sem nenhuma vitória fora de casa conquistada pelo time titular, uma estatística preocupante.

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O caminho do vestiário dos visitantes ao campo.

O jogo valeu porque… bem, porque sempre vale a pena assistir ao São Paulo, independentemente de quem esteja vergando as camisas. Não se assuste se você encontrar, em algum(ns) lugar(es) da imprensa esportiva mainstream, questionamentos de “como o São Paulo espera ganhar do Atlético, se perde, jogando mal, de XV de Piracicaba e Mogi Mirim?”. Eles não sabem o que escrevem.

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Talvez o medo de um empalamento em cobrança de escanteio tenha influído.

Tudo o que vier à mente sobre o São Paulo.

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