Folheando o (fraco) guia do Brasileirão d’O Estado, trombei, logo na página 2, com a lista de campeões. Somos o maior campeão sem asteriscos da história do torneio. E esta foto foi a campeã de retuítes do @jogosspfc, se incluirmos o tuíte original, o retuíte do @spfc e o retuíte da @mafemenezes, além de outros, que fizeram o retuíte manual: foram mais de duzentos!

Folheando o (fraco) guia do Brasileirão d’O Estado, trombei, logo na página 2, com a lista de campeões. Somos o maior campeão sem asteriscos da história do torneio. E esta foto foi a campeã de retuítes do @jogosspfc, se incluirmos o tuíte original, o retuíte do @spfc e o retuíte da @mafemenezes, além de outros, que fizeram o retuíte manual: foram mais de duzentos!

Em 29 de dezembro de 2006, meu pai passou por Pedregulho e bateu a foto acima, de uma placa comemorativa do nosso quarto Campeonato Brasileiro, conquistado no mês anterior. É perdoável a ausência de hífen em “são-paulinos”?

Em 29 de dezembro de 2006, meu pai passou por Pedregulho e bateu a foto acima, de uma placa comemorativa do nosso quarto Campeonato Brasileiro, conquistado no mês anterior. É perdoável a ausência de hífen em “são-paulinos”?

Na última segunda-feira, foi o meu aniversário. Recebi, por email, a imagem acima. Mesmo compreensivelmente impessoal, foi legal recebê-la. Se você é sócio-torcedor, talvez já a tenha recebido. Aliás, imagino que o Michel tenha recebido, dois dias antes de mim. Deve ter vibrado com os autógrafos do Denílson, do Paulo Miranda e do Wellington.

Na última segunda-feira, foi o meu aniversário. Recebi, por email, a imagem acima. Mesmo compreensivelmente impessoal, foi legal recebê-la. Se você é sócio-torcedor, talvez já a tenha recebido. Aliás, imagino que o Michel tenha recebido, dois dias antes de mim. Deve ter vibrado com os autógrafos do Denílson, do Paulo Miranda e do Wellington.

Aceitei o desafio do Fernando Faro: “Seria bastante curioso ler um caderno/jornal de esportes escrito e editado apenas por torcedores.” Mesmo sendo apenas uma brincadeira, o resultado é, como ele previa, “curioso”, mas não “horroroso”, como imaginava o Alexandre Lozetti. Como eu respondi, depende do(s) torcedor(es).
Claro que eu não tentei fazer um texto jornalístico, mas uma matéria “gonzo”, no estilo das que costumo escrever sobre as partidas a que assisto in loco. É o protótipo do que seria o caderno de Esportes do Estadão, se ele fosse “escrito e editado por torcedores”, no caso são-paulinos. Você pode imaginar que o sccp e a sep seriam esculhambadas em seus respectivos textos, porém está enganado: as agremiações nem sequer teriam espaço nesse caderno.
O PDF (555 kB) pode ser baixado, e o texto também está aqui no Tumblr.

Aceitei o desafio do Fernando Faro: “Seria bastante curioso ler um caderno/jornal de esportes escrito e editado apenas por torcedores.” Mesmo sendo apenas uma brincadeira, o resultado é, como ele previa, “curioso”, mas não “horroroso”, como imaginava o Alexandre Lozetti. Como eu respondi, depende do(s) torcedor(es).

Claro que eu não tentei fazer um texto jornalístico, mas uma matéria “gonzo”, no estilo das que costumo escrever sobre as partidas a que assisto in loco. É o protótipo do que seria o caderno de Esportes do Estadão, se ele fosse “escrito e editado por torcedores”, no caso são-paulinos. Você pode imaginar que o sccp e a sep seriam esculhambadas em seus respectivos textos, porém está enganado: as agremiações nem sequer teriam espaço nesse caderno.

O PDF (555 kB) pode ser baixado, e o texto também está aqui no Tumblr.

Recebendo o Centro Sportivo

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(Leia este texto como se estivesse no caderno de Esportes do Estadão.)

Foi um grande público (diante das circunstâncias: quarta-feira, jogo às 22 horas, contra o CSA, pela primeira fase da Copa do Brasil etc.), mas ele esteve longe de presenciar um grande jogo. Os policiais que faziam a revista na entrada do Morumbi estavam especialmente belicosos ontem, talvez pressionados pela multidão, ainda grande, mesmo após o afunilamento nos portões. Sabe como é: torcedor tratado como gado, como sempre.

O policial que me revistou não deu tempo nem de eu dar boa-noite; já foi perguntando, quase gritando: “Que que ‘cê tem aí dentro?” Por “aí dentro”, entenda-se minha pequena mochila, pois eu estava vindo diretamente do escritório. E isso porque eu já a trazia aberta, pronto para mostrar a ele o que eu carregava ali dentro: uma caixa de remédios, um iPad, uma camisa do São Paulo e um perigoso livro. Sim, livros são proibidos pela PM num estádio de futebol. Felizmente para mim, a autoridade estava mais preocupada em fazer cara de mau do que em efetivamente revistar minha mochila e nem percebeu que havia um “contrabando”.

Como nosso tradicional local na azul não seria suficiente para todo o grupo, acabamos ficando um pouco mais distantes da linha de fundo do que o normal. E essa não foi a única mudança. Pela primeira vez desde que o conheço, há quase dois anos, o Michel foi ao estádio vestindo uma camisa do São Paulo. E a camisa deu sorte ao Wellington: ao contrário dos policiais o são-paulinista não estava belicoso. O jogo ruim que se desenrolava à nossa frente, a entrada de Wellington no segundo tempo, a falta de destreza e pontaria de vários jogadores… nada conseguiu fazer o Michel elevar o nível de decibéis do estádio, com suas nada veladas críticas envoltas em voz de trovão.

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Enquanto isso, Maicon deu um passe tão bom, mas tão bom, que todo mundo que não estava fazendo notas mentais sobre a jogada (eu incluído) achou que a jogada tinha sido de Paulo Henrique Ganso. Mas a bola realmente partiu do pé do camisa 18, passou pelo pé de Alexandre Pato e terminou nas redes do CSA. Placar aberto, perspectiva de uma boa goleada, pois, até ali, o único trabalho de Rogério Ceni tinha sido dominar com os pés uma bola atrasada. Ou seja, se substituíssemos nosso icônico goleiro por um balde d’água, o resultado seria o mesmo. Ora, até mesmo se o substituíssemos pelo Ronaldo Mandíbula de Aço, teríamos o mesmo resultado!

Nossa defesa até tentou causar-nos alguns calafrios, talvez por ter visto três nomes conhecidos na escalação adversária e temendo ser novamente castigada pela maldição do refugo. Mas não só Roberto Dias, Mineiro e Lucas nada têm de refugo, como eram apenas homônimos que não poderiam ser considerados genéricos nem com boa vontade. Ainda assim, os alagoanos tiveram duas chances razoáveis ainda no primeiro tempo. Em uma delas, Rogério salvou-nos, coisa que nem o balde d’água e muito menos o ex-goleiro e ex-pseudojornalista com mandíbula de Habsburgo teria feito — ele teria ficado reclamando da zaga ou pedindo impedimento, em vez de ir na bola.

Para o CSA, na verdade, nosso primeiro gol não mudou em nada a situação: eles seguiam precisando de improváveis dois gols para garantir a classificação, a mesma quantidade de que eles necessitavam antes do apito inicial. E quando o apito final do primeiro tempo foi trilado, o panorama era exatamente o mesmo.

Aliás, parecia que o panorama seguiria assim até o fim do jogo, tão modorrento ele foi no segundo tempo. O adversário nem se preocupava em postar-se naquelas duas linhas retranqueiras tradicionais. Raramente seus jogadores eram vistos alinhados ao marcar o ataque são-paulino. Mesmo assim, o Tricolor não abria espaços e, mais importante (e recorrente), não chutava a gol.

Não por acaso, o 1 só saiu do placar porque um zagueiro resolveu chutar a bola por nós. A cabeçada de Luís Fabiano não foi exatamente uma finalização, mas o desvio adversário foi o bastante para garantir que a bola encontraria as redes. Pouco depois, Luís Fabiano contou mais uma vez com a ajuda de um adversário para alcançar Teixeirinha na tabela de goleadores históricos são-paulinos (189 gols). Desta feita, foi o goleiro que fez como Wyatt Hackapau (abaixo) e deixou a bola entrar.

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Do outro lado do campo, Rogério tentava fazer o possível para combater o tédio. Não deve ter sido fácil, e alguns bocejos, sem dúvida, devem ter escapado.

A goleada não veio, mas não dava exatamente para reclamar do resultado. Dá para reclamar, isso sim, da atuação do time, que teria sido desastrosa se o oponente fosse da Série A do Brasileiro. Não era o caso, então foi possível conseguir o bom resultado. Quando o São Paulo tiver pela frente um time com jogadores de qualidade, a coisa pode complicar bastante, pois o time segue em modo 2013. E isso não é bom.

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Tudo o que vier à mente sobre o São Paulo.

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