Anotações do 2 a 1 contra o Santos

Algumas anotações sobre a vitória por 2 a 1 para o Santos:

  • Policial que fez a revista respondeu o boa-tarde: sim.
  • Mais um jogo no Morumbi se passou, e o São Paulo não conseguiu ficar sem sofrer gols. O time sofreu gols nos últimos seis jogos em sua casa. A média nem estava ruim antes dessa sequência: os adversários tinham passado em branco em nove dos doze primeiros jogos no templo brutalista do futebol paulistano. Mas, nas últimas seis contendas ali disputadas, nossa defesa foi invariavelmente vazada. E nenhuma grande potência jogou ali, não.
  • Ganso foi um gigante.
  • Álvaro Pereira não tem uma grande categoria. Mas que vontade esse cara tem! Pênalti cometido à parte — e foi pênalti —, ele vai bem na defesa, com desarmes que costumam levantar a torcida, mas, no ataque, produz bem menos. Em dois lances ontem, no campo do Santos, ele ganhou bolas que qualquer outro são-paulino não teria sequer disputado. Ele ainda precisa dosar essa vontade toda em certos momentos, especialmente dentro da área. É inegável que fará falta nas duas rodadas do segundo turno em que defenderá a seleção uruguaia.
  • Pato, por sua vez, tem muita categoria, mas costuma frequentar a zona do rebaixamento no campeonato de vontade. Felizmente para nós, ele deu uma arrancada similar à do Flamengo: não vai disputar o G-4, mas mostrou poder de reação. Isso ficou evidente no lance do gol, quando ele não desistiu após a defesa inicial de Aranha. Mostra como jogos contra o Linense são importantes na avaliação de qualquer jogador.

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  • O atacante santista Gabriel Barbosa ainda precisa, no mínimo, ter autorização para beber álcool antes de querer mandar a torcida são-paulina calar-se. No mínimo. O gol de Pato no finzinho foi ainda mais saboroso depois da comemoração antipática. E, se eu fosse santista (toc, toc, toc), ficaria bastante irritado com ele: a primeira coisa que fez ao comemorar foi descartar a camisa do time, como se lixo fosse. Menos mal que, talvez instruído por uma assessoria de imprensa, pediu desculpas por meio do Twitter.
  • Essa é daquelas vitórias em que ninguém quer parar de comemorar: veio no fim, quando o empate parecia inevitável, em um clássico e que, ainda por cima, valeu a vice-liderança. Não é como um título, claro, mas já alegrou o domingo suficientemente.
  • A experiência é sempre valorizada quando se está com os amigos. A foto pós-jogo deixou isso bem claro, e ainda fomos surpreendidos por um avião decolando de Congonhas, que fez questão de aparecer como coadjuvante ao fundo.
  • No Jogos do São Paulo, tenho textos sobre dois clássicos San-São das antigas: aquele em que o Santos fugiu de campo, em 1963, e o das quartas de final do Brasileiro de 1990.
  • O pôr-do-sol é sempre um show no Morumbi. (Curta no Instagram!)

A visita do São Paulo ao Papa

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Foto e descrição extraídas do SPFCpédia. À frente, da esquerda para a direita: Oscar, Marco Aurélio Cunha, Constantino Cury (de óculos), João Paulo II, mulher desconhecida, Juvenal Juvêncio, Pita, Cilinho, Zé Mário e Casagrande. Atrás: Paulo Roberto, massagista Hélio Santos, esposa de Antonio Leme Nunes Galvão (que está ao seu lado, de preto), Geraldo, Abelha, Tião (roupeiro), Bebeto de Freitas (preparador físico), Barbiroto, Careca, Fonseca (entre Pita e Cilinho) e dois não identificados.

O Michael Serra publicou um texto no SPFCpédia que já tem cinco anos e meia, falando das afinidades religiosas do São Paulo. Acho que a única coisa que falta ali é a manchete que a Folha de S. Paulo deu no dia seguinte ao amistoso do Tricolor com o Aparecida, em 1984. Mas, aproveitando que hoje completam-se trinta anos da visita da delegação são-paulina ao papa João Paulo II, gostaria de aprofundar-me nesse evento.

A visita deu-se em 22 de agosto de 1984, dois dias após um amistoso contra a Roma, vencido pelos italianos por 2 a 1. Careca marcou aos dezenove minutos do primeiro tempo, mas Francesco Graziani, aos doze, e Roberto Antonelli, aos 31, viraram o jogo no segundo tempo — segundo o zagueiro tricolor Oscar, Antonelli estaria impedido no lance. Faltou tranquilidade e experiência, segundo o técnico Cilinho, que ainda estava nos primeiros meses de sua primeira passagem pelo São Paulo.

O papa João Paulo II estava em sua residência de férias, em Castelgandolfo, como fazia todos os verões setentrionais, e foi ao Vaticano de helicóptero, para a audiência pública papal, feita todas as quartas-feiras, na Praça de São Pedro. A delegação tricolor, que tinha tirado o dia anterior de folga, ficou em uma das primeiras filas, com o terno padronizado usado na excursão.

O papa fez um discurso em vários idiomas e, quando falou em português, deu destaque à presença do São Paulo ali: “Amigos — permitam-me que assim os chame —, é grata a vossa presença aqui. É presença do dileto Brasil, que em vós saúdo. Fazei da disciplina esportiva também disciplina de vida; de vossa popularidade, meio de serdes homens para os homens, em toda a verdade; e glorificai a Deus no vosso corpo. Que Ele vos acompanhe e que sejais felizes.”

Findo o discurso, ele deu a bênção à audiência e, depois, desceu para cumprimentar alguns dos presentes. À delegação tricolor, dedicou alguns minutos, quando conversou com alguns dos membros e recebeu de presente uma placa de prata contendo o escudo do São Paulo. João Paulo II também falou aos são-paulinos sobre sua primeira visita ao Brasil, em 1980, quando tinha sido recebido no Estádio do Morumbi. Ele disse sentir saudades (palavra pronunciada em português) do que chamou de “uma feliz recordação”.

Antes de mandar, por meio do conselheiro Constantino Cury, um abraço para todos os desportistas do Brasil, o papa tirou uma foto com a delegação, reproduzida acima, em arquivo surrupiado dos arquivos do Michael. “Foi um momento maravilhoso, inesquecível, que nos deixou profundamente emocionados”, explicou Oscar. “Eu seria capaz de ficar duas horas sem dizer nada, só olhando para ele.”

Não foram todos os jogadores, entretanto, que participaram do encontro. Além de Renato, que tinha sido cortado da viagem para a Itália porque não compareceu à concentração para o jogo contra a Portuguesa, Darío Pereyra e outros jogadores que tinham viajado também não foram ao Vaticano, mas o motivo deles era outro: perderam a hora de manhã e não foram acordados pelos colegas. Assim, Darío não pôde ter abençoados por João Paulo II os objetos que levara para esse fim.

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Naquela mesma quarta-feira, o time embarcou de volta para o Brasil. Afinal, já no sábado teria de ir ao ABC para pegar o Santo André, pelo Campeonato Paulista.

A essência do futebol

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Hoje a coluna de Ugo Giorgetti no Estadão trouxe um texto [É para ler! Pode clicar, que vai abrir em outra aba do seu navegador.] com o qual me identifiquei demais. Nem poderia ser diferente, pois eu sou uma das 7.522 respostas à pergunta que ele fez: “Quem é essa gente [os torcedores que foram ao Morumbi para ver São Paulo × Bragantino]?”

7.522 torcedores foram ao Morumbi para ver São Paulo × Bragantino pela terceira fase da Copa do Brasil. Parece pouco, mas não é. Fosse um dia normal já não seria pouco. (… Mas numa noite horrenda, depois de um dia terrível, a quantidade de gente que foi ao Morumbi é quase inimaginável. Esse fato me fascinou.

(…) Só sei, com certeza, que não são torcedores comuns, esses ficaram em casa deitados no sofá, embrulhados em cobertores, atentos aos noticiários da TV. Os do Morumbi são outra gente. De novo: quem é essa gente? O que os levou ao estádio em condições tão difíceis para não dizer absurdas? Principalmente ao Morumbi.

(…) Sei do que estou falando. Já fui pessoalmente vítima, anos atrás, de uma noite gelada no Morumbi com um público baixíssimo, talvez menor do que esse de quarta-feira. (…) No meu caso tinha sido vítima da chantagem de uma criança a quem eu mesmo tinha legado o gosto por futebol.

Ele prossegue tentando entender os motivos dessas 7.522 almas que foram ao Morumbi. E fez algumas perguntas. É claro que não posso responder por todos, mas posso responder por mim. A primeira pergunta que ele fez questionou a explicação que “essa gente” teria. Ele mesmo deu a minha resposta, logo na frase seguinte: “Ou não teriam nenhuma, apenas sua paixão por um clube, sua impossibilidade de resistir em acompanhá-lo não importa o estado de espírito da cidade, a chuva e o frio.” Em seguida, questionou: “Terão saído tristes porque o São Paulo perdeu?” No meu caso, o texto que publiquei no dia seguinte deixa claro que meu estado de espírito era a raiva, não a tristeza.

Uma frase que ele escreveu no último parágrafo merecia ser grafada em corpo 500, mas aí seria ilegível no seu monitor. Contento-me, pois, com um simples negrito: "A essência do futebol, no entanto, o que mantém o futebol brasileiro vivo, apesar de tudo, não são os 40 mil do domingo ensolarado,mas os 7.522 da noite horrível de quarta-feira." Giorgetti já tinha escrito, em 30 de março, sobre algo similar, a paixão de meu amigo Fernando Martinez e outros abnegados que acompanham partidas das mais variadas divisões e têm muitas histórias para contar.

Não tenho o contato do Ugo Giorgetti — o email que consta da coluna não existe —, mas gostaria de deixar registrado que ele alegrou o meu domingo. Seu texto fez-me lembrar que eu, na verdade, chego a gostar mais dos jogos com pouco público do que daqueles com estádio lotado. Acho que tenho mais orgulho de ter estado presente no São Paulo × Sãocarlense de 2 de outubro de 1991, o jogo com menor público que já presenciei no Morumbi (2.861 pagantes), do que nas finais da Supercopa Libertadores de 1993 ou do Paulista de 1989 (esta com mais de 97 mil pessoas).

Eu tinha a esperança de que o texto do Giorgetti desse à minha esposa uma compreensão melhor do que eu “tenho na cabeça” para gostar de ir ao Morumbi mesmo em condições tão adversas. Não funcionou. Mas seguirei tentando. Até porque, se eu não tivesse ido ao jogo de quarta-feira, na hora que eu lesse o texto de hoje, eu iria querer chorar de tristeza, não sorrir. :)

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Os 69 contratos do São Paulo

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Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

A eliminação para o Bragantino na Copa do Brasil tem feito aumentar as críticas a diversos jogadores do elenco são-paulino. Há pedidos de “limpa” no elenco, não só para melhorar o time, mas também para aliviar a folha salarial. “Com metade ou menos da folha são-paulina de doze milhões de reais, há times fazendo a mesma coisa ou melhor”, diz o comentarista Vinícius Incrocci, que considera o elenco atual do clube “muito melhor que a média do Brasil”.

Fiquei curioso para saber a situação contratual dos jogadores do elenco, especialmente diante de extensões que foram dadas, desde o ano passado, a jogadores como Paulo Miranda, atualmente com contrato até julho de 2017. O São Paulo tem, hoje, 69 jogadores inscritos na Federação Paulista de Futebol. Esse número não engloba apenas os jogadores atualmente no profissional, mas também diversos juniores. Ele, entretanto, não abrange jogadores atualmente emprestados, como Cañete, Carleto, Fabrício e Mateus Caramelo, entre outros.

Separei os jogadores que têm sido relacionados para as partidas (25 jogadores) e somei a eles três casos que considero especiais: Clemente Rodríguez (foto abaixo), Breno e Renan Ribeiro. Desses 28 nomes, apenas quatro verão seus contratos vencer em 2014: Hudson, Kaká, Rogério Ceni e Souza, todos no dia 31 de dezembro. Os contratos de oito outros jogadores vencerão ao longo de 2015: Álvaro Pereira, Clemente Rodríguez (ambos em 30 de junho), Breno (7 de outubro), Alexandre Pato, Antônio Carlos, Édson Silva, Luís Fabiano e Osvaldo (os cinco em 31 de dezembro).

Foto: Instagram de Agustina Nielsen (a crítica é ao São Paulo, não ao jogador, que segue treinando em Cotia e faz com seu salário o que bem entender)

Restam dezesseis jogadores, que ainda estarão sob contrato em 2016, isso se nenhum dos doze tiver seu contrato renovado até lá. Ou seja, a não ser que o São Paulo venda os direitos federativos de algum(ns) desses jogadores ou afaste-os, boa parte do elenco daquele ano deverá ser muito parecida com o atual. Assim, qualquer “faxina” que porventura seja feita custará muito dinheiro em rescisão de contratos ou, no mínimo, em salários pagos durante exílios em Cotia.

Não estou defendendo que o São Paulo trabalhe com menos contratos, até porque é necessário ter jogadores para as categorias de base. Talvez alguns contratos a menos, mas nada tão radical. Também não estou defendendo que se faça necessariamente contratos mais curtos, pois em determinados casos você precisa ter garantia de que seguirá contando com os serviços de jogadores úteis. O que questiono é por que contratos de jogadores que não produziram a contento foram renovados. Citei lá em cima o caso de Paulo Miranda, mas ele não é o único.

O que também questiono é que as contratações não estão sendo feitas com inteligência. Éramos nós que costumávamos encontrar as “pérolas” no interior, prontas para comer a bola em um time grande. Macedo, Juninho, França, Marcelinho Paraíba e Luís Fabiano, entre (muitos) outros. Isso para não falar daquele meio time que veio da Ponte Preta no início dos anos 1970 (Chicão, Nelsinho Baptista, Samuel, Teodoro e Waldir Peres), com todos tendo boas carreiras no São Paulo.

Confira a data de expiração dos contratos dos 28 jogadores:

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Anotações do 1 a 3 contra o Bragantino

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Algumas anotações sobre a derrota por 3 a 1 para o Bragantino:

  • Ponte Preta, Penapolense, agora Bragantino. Todos com derrotas no Morumbi, incluindo duas por 3 a 1 debaixo de chuva.
  • Não sei o que é pior: entregar um jogo para ser eliminado de uma Copa que ainda não temos só para conseguir classificação para uma Copa que nós já temos ou perder do jeito que perdemos ontem, para o 18.º colocado da Série B, sem demonstrar vontade alguma de ganhar. Todo mundo pode negar o quanto quiser — “A gente foi incompetente”, disse Muricy na coletiva —, mas nada me tira da cabeça que o São Paulo não fazia nenhuma questão de ganhar esse jogo.
  • A começar pela dupla de zaga escalada: Édson Silva e Paulo Miranda. Era garantia, no mínimo, de fortes emoções, e elas vieram. O próprio Paulo Miranda, por incrível que pareça, colaborou para o vexame ser menos ruim, ao marcar um gol e salvar outro em cima da linha, mas a atuação do time todo foi lastimável. Além das já consagradas inabilidade de trocar passes, falta de pontaria em chutes e falha de posicionamento, a vontade exibida por qualquer jogador que não estivesse vestindo a camisa 6 foi tão minúscula que só não aparece como zero se usarmos umas quinze ou dezesseis casas após a vírgula — sim, estou incluindo a camisa 01 entre as que não receberam uma gota de suor (só de chuva) ontem.
  • O horário do jogo costuma ser vilificado, mas ontem, se não fosse às 22 horas, eu dificilmente teria conseguido chegar ao Morumbi. Só levei quarenta minutos graças a essa maravilha da tecnologia chamada Waze, senão é bem capaz de eu ter levado mais tempo que até Itaquera para chegar.

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  • O estádio chegou a ficar sem luz por algum tempo antes do jogo. Sem as catracas eletrônicas, o acesso ficou fechado, e a Polícia Militar represou todos os torcedores que queriam entrar do lado de fora dos portões (foto acima). Quando a luz finalmente voltou, fui para perto dos portões. Eles foram abertos pouco depois, mas apenas algumas dezenas de torcedores eram liberadas de cada vez. Fui na segunda ou terceira leva. E, aí, toca fila para a revista policial e até para a catraca de sócio-torcedor (foto abaixo), que costuma ter fila zero. Quando entrei na arquibancada, já havia mais de meio minuto de jogo, e ainda faltava muita gente para entrar no estádio. Mas a Rede Globo, ansiosa por ver o jogo acabar o mais cedo possível, para poder passar o jornal com notícias sobre a morte do presidenciável Eduardo Campos, não quis nem saber que fazia apenas quinze minutos que os portões tinham sido liberados. Falta de respeito ao torcedor que enfrentou trânsito, frio e chuva para comparecer ao Morumbi!

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  • 3 a 1 acabou até sendo pouco. O São Paulo quase não ameaçou, quase não criou e quase não defendeu. Nos minutos finais, eu já estava imaginando um desastre como aquele das semifinais do Campeonato Paulista de 2007, contra o São Caetano. Corremos o risco de um vexame ainda maior que o do Fluminense, que conseguiu perder de cinco para o América de Natal, em pleno Maracanã — que talvez nem adiante nada.
  • Após o terceiro gol do Bragantino, muitos xingamentos foram ouvidos na arquibancada do Morumbi. E, com o público de sete mil e poucas pessoas, eles certamente foram ouvidos em campo. Fora dele, também, porque não foi coincidência que, assim que o apito final foi trilado, os alto-falantes do Morumbi começaram a tocar, em alto e bom som, “I Wanna Be Sedated”, dos Ramones. A intenção, claro, era abafar os gritos e xingamentos, mas a letra da música também representava o estado de espírito de grande parte da torcida que lá estava, assistindo à comemoração dos jogadores adversários com as dezessete ou dezoito pessoas que se aventuraram a ficar na área destinada aos torcedores adversários.
  • Um aviso ao Ganso: eu apoiei, mesmo vendo que meu apoio não resultava em uma única gota de suor a mais vertendo dos poros na pele dos jogadores em campo. Parei de apoiar para pedir que o time trabalhasse, que jogasse bola. Pago meu sócio-torcedor religiosamente, paguei ingresso, paguei gasolina e flanelinha (algo que havia anos não fazia), peguei chuva e passei frio. Não precisava também passar raiva. Tendo sido todo o meu esforço em vão, considero-me no direito de vaiar e xingar.
  • Quero ver qual será a desculpa quando reservas começarem a ser escalados na Sul-Americana, para “dar prioridade ao Brasileiro”.
  • Aliás, alguém aí viu o Metrô funcionar até mais tarde ontem? Claro que não, porque a Estação Butantã não funcionou até mais tarde, como havia sido prometido. Não que fosse ajudar todo mundo que estava no Morumbi, mas teria ajudado alguns. Cadê a repercussão na imprensa?
  • Só agradeço aos meus amigos de arquibancada azul, que ajudaram a não ter uma noite 100% arruinada pelos seres humanos sem vontade que pisaram o gramado com a nossa camisa.
  • Às vezes, o pessoal me pergunta quando é que eu escrevo, já que escrevo bastante (aqui, no Jogos do São Paulo, no Histórias Paulistanas e no Twitter). Costumo brincar respondendo: “O que você faz da meia-noite às seis da manhã.” Mas, definitivamente, este foi o caso nesta madrugada. Sem conseguir pregar o olho às 2h30, resolvi começar a escrever.
  • (O pior é que, quando acabou a música dos Ramones, começaram a tocar uma música daquela banda mineira que gosta de futebol, cujo nome é pronunciado no Brasil como se fosse “gambá”, em inglês. E essa música ficou na minha cabeça, sendo um dos motivos para eu não conseguir dormir.)
  • Sim, trouxa sou eu, que ainda fico sem dormir boa parte da noite por causa de um jogo desses. Ao contrário de quem “jogou” ontem, que hoje vai fazer hidroginástica e exibir sorrisos para as câmeras dos fotógrafos, eu tenho de trabalhar, e trabalhar com sono e raiva, por um contracheque muito menos polpudo. Quem estava com razão, mesmo, devia ser a minha mulher, que teve um diálogo comigo no WhatsApp que incluiu a seguinte frase: “Juro que não sei o que você tem na cabeça.”

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Tudo o que vier à mente sobre o São Paulo.

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